Com a proposta de agregar valor e destacar os melhores produtos será lançado o Selo de Regulamentação da Cajuína produzida no Piauí. A iniciativa foi apresentada em reunião, ocorrida em julho, com produtores de cajuína do estado e gestores do Projeto Agroindústria do Caju, executado pelo Sebrae no Piauí. Na ocasião, foram mostrados os resultados da pesquisa de sensoriamento geográfico que caracterizou o produto local.
Com essa delimitação de características será possível distinguir a cajuína produzida por aqueles que possuem uma regulamentação. O projeto de caracterização e de criação do selo será gerenciado pela Cooperativa Pró-Cajuína, com o apoio do Sebrae no Piauí. O laudo técnico que caracterizou a cajuína foi realizado pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), tendo a consultoria de Roberto Castelo Branco, responsável pela pesquisa sensorial geográfica do produto.
Dentre os critérios considerados para a caracterização da cajuína estão: cor amarelada, brilho, homogeneidade, odor e aroma, frutado de caju, caramelização, pútrido, textura, corpo, sabor, gosto, adstringência, acidez, doçura e frio. Através desses aspectos será possível distinguir a cajuína produzida no Piauí. O comparativo para o levantamento desses dados considerou amostras de produtos fabricados com o caju nativo, o caju clone e o caju misto.
Conforme explica a gestora do Projeto Agroindústria do Caju do Sebrae no Piauí, Geórgia Pádua, essa iniciativa partiu da necessidade de melhorar o cenário da produção da cajuína no estado. “Essa necessidade de agregar valor e destacar os melhores produtos fez com que os produtores desejassem a padronização. Com essa caracterização vai ser possível criar o selo e, desta forma, apresentar produtos com mais qualidade e com garantias para o consumidor final”, explica a gestora.
Para o consultor Roberto Castelo Branco, a pesquisa feita serviu para validar a cajuína fabricada com as variedades de caju. “O que foi visto é que o produto final apresenta poucas variações, ou seja, são quase imperceptíveis as diferenças da cajuína feita com o produto nativo, o clone e o misto. Isso faz com que os produtores possam se adequar mais facilmente, já que a pesquisa dá as orientações sobre como é o produto ideal para receber a certificação”, esclarece o consultor do Sebrae.
Indicações no rótulo
O produtor da cajuína Aeroporto, da cidade de Floriano, Ademar Monteiro da Rocha, conta que com essa regulamentação os produtores só terão benefícios. “Nós vamos poder oferecer garantias e confiança. O consumidor terá certeza que está adquirindo um produto de qualidade. A cajuína certificada também terá maior aceitação no mercado, já que as indicações estarão presentes nos rótulos”, declarou o produtor.
O pedido do selo vai ser encaminhado ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) em setembro, depois que forem validados todos os produtores, e realizadas as devidas atividades de criação, caracterização, numeração e símbolos do selo.
Depois de criado o selo, será formada uma comissão que vai vistoriar a produção das cajuínas regulamentadas. O intuito é manter o padrão que foi instituído. A comissão terá representantes do Sebrae no Piauí, dos produtores de cajuína, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e UFPI.
Com informações Agência Sebrae de Notícias (asn.interjornal.com.br )/Thays Teixeira e Antônia Pessoa.